pei75_Miguel CandelaSOPA ImagesLightRocket via Getty Images_hong kong trial Miguel Candela/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Por que a repressão chinesa de Hong Kong pode sair pela culatra

CLAREMONT (CALIFÓRNIA) – O ano do touro começou muito mal para os moradores de Hong Kong. No dia 16 de fevereiro, nove ativistas pró-democracia – entre eles Martin Lee, de 82 anos e célebre líder de longa data do Partido Democrata municipal – foram a júri  acusados de reunião ilegal.

Uma semana depois, o governo de Hong Kong anunciou que implementaria uma nova lei permitindo que somente “patriotas”  tenham mandato nos conselhos distritais, o nível mais baixo do aparato administrativo da cidade, com responsabilidades que vão desde cuidar da vigilância sanitária ao trânsito. É provável que isto resulte na expulsão de membros do conselho eleitos democraticamente e na desqualificação de futuros candidatos considerados desleais ao governo do Partido Comunista da China (PCC).

Não só isso, em 28 de fevereiro, na investida mais agressiva desde que a China impôs à antiga colônia britânica uma lei de segurança nacional draconiana em julho passado, autoridades de Hong Kong acusaram 47 lideranças do movimento pró-democracia da cidade de “complô para cometer subversão” conforme a lei local. Uma vez que a lei manipula o processo legal para garantir a condenação, estes ativistas têm anos de prisão pela frente.

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