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África não está preparada para as uniões monetárias

ABIDJAN – Os líderes políticos da África Ocidental anunciaram recentemente que o franco CFA – uma moeda criada por França, em 1945, para as suas colónias e que ainda é usada em 14 países africanos – será substituído este ano por uma nova moeda vinculada ao euro chamada eco. Mas as lições tiradas da própria experiência da zona franco CFA e da zona euro levantam sérias dúvidas sobre a preparação da região para os desafios que essa nova união monetária trará.

Os críticos da zona franco CFA focaram-se durante muito tempo no domínio que se percebe que a França tem, que muitos acreditam ter resultado no que o falecido economista camaronês Joseph Tchundjang Pouemi apelidou de “servidão monetária da África CFA”. As novas reformas terão como objetivo mudar esse cenário, ao “desapertarem” os laços com França, inclusive suprimindo a exigência de os estados-membros depositarem metade das suas reservas estrangeiras no país. (Anteriormente, essa regra incluía a garantia de França da convertibilidade do franco CFA).

Mas os verdadeiros desafios que as uniões monetárias africanas enfrentam não têm nada a ver com a soberania política. Em vez disso, estão relacionados com a economia.

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