zaman8_ASIF HASSANAFP via Getty Images_pakistancattlefarming Asif Hassan/AFP via Getty Images

Atacando a pandemia pela raiz

BOSTON – Colônias de vendas de bovinos e feiras de comércio de outros animais vivos não são exclusividade de Wuhan, cidade chinesa onde é muito provável que tenha surgido o vírus SARS-CoV-2. Tais feiras existem no mundo todo. E, levando-se em conta sua natureza em grande parte dos casos desregulamentada, é questão de tempo até que surja o próximo grande agente patogênico contagioso.

Por exemplo, ninguém esperaria encontrar a maior colônia de búfalos do mundo em Karachi (Paquistão), metrópole com 14 milhões de habitantes. E, com cerca de 400 mil animais entulhados em uma área de seis quilômetros quadrados, a colônia de Bhains é com certeza uma visão surreal. Mesmo assim, o lugar (cujo nome vem da palavra urdu para búfalo) tem sobrevivido e prosperado há mais de meio século, e conta hoje com mais de 1,5 mil fazendas.

A colônia é fundamental para o abastecimento de leite e carne de Karachi, e uma grande fonte de postos de trabalho para a comunidade local. Já foi tema de vários estudos sobre empoderamento local, empreendedorismo e cadeias de fornecedores, inclusive algumas financiadas por agênciasinternacionaisdeauxílio.

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