frankel125_Luis Sinco  Los Angeles Times via Getty Images_vaccine Luis Sinco Los Angeles Times via Getty Images

Os republicanos da América estão a matar os seus eleitores

CAMBRIDGE – A 14 de Maio de 1962, o comissário do Montana para a agricultura, Lowell Purdy, proferiu aquele que se tornaria um dos grandes chavões do século. “Se conseguimos pôr um homem na Lua”, declarou, sete anos antes de os Estados Unidos terem alcançado o objectivo do presidente John F. Kennedy, “seremos certamente capazes de garantir que a nossa produção agrícola excedentária seja direccionada para muitos estômagos famintos do mundo”.

Desde então, a fórmula tornou-se num cliché, precisamente porque levanta um ponto muito importante. Hoje, por exemplo, podíamos salientar: “se conseguimos produzir vacinas que diminuem drasticamente a transmissão e a gravidade da COVID-19, seremos certamente capazes de acabar com a pandemia”. Porém, não temos sido capazes de fazê-lo até agora, em grande medida porque as pessoas pura e simplesmente recusam ser vacinadas.

Na verdade, em alguns casos (especialmente, nos países de baixos rendimentos) o principal obstáculo à imunização em larga escala tem sido a disponibilidade limitada de vacinas. Mas num país como os EUA o principal problema é a hesitação, e por vezes hostilidade, relativamente às vacinas. Apesar de a Food and Drug Administration ter concedido uma aprovação de emergência a três vacinas (um processo que exige testes rigorosos), muitos estão convencidos de que as mesmas ainda são “experimentais”, e consequentemente inseguras.

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