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África é mais resistente do que pensam

WASHINGTON, DC – Apesar das previsões apocalípticas, África pode estar mais bem posicionada do que muitos pensam para resistir ao choque combinado da pandemia de COVID-19, do colapso dos preços das mercadorias e da recessão económica global, assumindo que os seus líderes agem de forma sensata. Embora o desempenho das economias africanas varie, a evolução global durante as duas últimas décadas tornou o continente mais resistente que nunca.

No meu livro Unlocking Africa’s Business Potential(NdT: “Libertar o potencial empresarial de África”), analiso as transformações em curso e as novas oportunidades económicas do continente. Aplicando essa análise à actualidade, seis tendências em particular ajudarão a reduzir o impacto da crise actual.

Primeiro, as economias africanas estão a tornar-se cada vez mais competitivas. Apesar da maioria dos países africanos se classificarem nas últimas posições do Índice de Competitividade Global 4.0 do Fórum Económico Mundial para 2019, as Maurícias, a África do Sul, Marrocos, as Seicheles, a Tunísia, a Argélia, o Botsuana, o Egipto, a Namíbia, o Quénia e o Ruanda estão todos no top 100. Adicionalmente, a melhoria das políticas económicas permitiu a países como a Etiópia, a Côte d’Ivoire e o Gana registarem taxas de crescimento do PIB significativas em anos recentes.

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