plant growing money Khongtham/Getty Images

O imperativo climático do sector financeiro

PARIS – Na década decorrida desde a crise financeira global, têm sido amplamente discutidos mecanismos para impulsionar a resiliência do sistema financeiro. Contudo, embora tenham sido efectuados alguns progressos, a abordagem adoptada, que é amplamente fragmentada, pode ainda vir a revelar-se desadequada para apoiar a estabilidade financeira a longo prazo. Além disso, um mercado em baixa significa que o dia do ajuste de contas pode não estar muito longe.

É impossível prever quando irromperá a próxima crise, e é mais impossível ainda prever quanto tempo durará ou os prejuízos que irá causar. No entanto, não restam dúvidas de que os riscos que enfrentamos merecem uma abordagem mais holística, muito parecida com o que foi exigido imediatamente após a crise de 2008 (embora tais exigências tenham perdido a força à medida que os mercados se foram restabelecendo). Isto significa obter consenso e aplicar uma nova visão para governar a economia global; avaliá-la rigorosamente e ajustá-la conforme necessário; e garantir a responsabilidade plena de todas as partes interessadas.

Esta visão deve incluir mudanças profundas e contínuas, desde um poder de mercado cada vez mais concentrado até à tomada de decisões cada vez mais automatizada. Deve considerar igualmente a ascensão da China, facto que exige que este país seja incorporado de forma mais completa aos órgãos de governação, o que terá implicações de longo alcance, especialmente tendo em conta a emergência da China enquanto interveniente global menos benevolente.

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