duer1_ LILLIAN SUWANRUMPHAAFP via Getty Images_plasticpollutionriverbangkokcoronavirus Lillian Suwanrumpha/AFP via Getty Images

A pandemia do plástico

SINGAPURA – É inegável que o plástico de uso único tem salvado vidas na luta contra a covid-19, principalmente para os trabalhadores da linha de frente do serviço de saúde. Ele também está facilitando cumprir as normas de distanciamento social, uma vez que permite a entrega de bens de consumo básico, especialmente comida. E ele pode ter ajudado a conter a transmissão, já que tomou o lugar dos copos de café e sacolas de mercado reutilizáveis em várias cidades onde havia receio de que o vírus pudesse ser transmitido através destes objetos.

Contudo, imagens que circularam amplamente mostrando sacosplásticos com lixo hospitalar acumulado do lado de fora de hospitais, e de equipamentosdeproteçãoindividual flutuando nas águas do mar até chegar às praias do mundo todo, ilustram outra vez o lado sombrio do plástico de uso único. Se não tomarmos cuidado, o pensamento de longo prazo durante a pandemia pode levar a uma calamidade ambiental e de saúde pública ainda maior no futuro.

Sem dúvida, a proliferação do lixo plástico - além de poluirasviasnavegáveisdoplaneta – já era um problema grande para uma parcela cada vez maior da população antes da pandemia de covid-19, com legisladores, empresas e organizações internacionais como as NaçõesUnidas sofrendo cobranças por uma atitude. Governos de alguns países e regiões implementaram taxas e proibições de plásticos de uso único (ainda que nem todos tenham cumprido seus compromissos). Grandes empresas investiram em embalagens mais sustentáveis.

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